Guará: a ave exuberante do Delta do Parnaíba
Símbolo do litoral piauiense, o guará depende de manguezais saudáveis para se alimentar, nidificar e manter sua cor característica.
Quem navega pelo Delta do Parnaíba e vê, no fim da tarde, bandos de aves vermelhas pousando nos mangues assiste a um dos espetáculos mais marcantes da fauna piauiense. O guará (Eudocimus ruber), também conhecido como íbis-escarlate, é uma das aves mais fotografadas e admiradas do litoral do Nordeste.
De onde vem o vermelho
A cor vermelha do guará vem de um pigmento presente nos crustáceos de que a ave se alimenta, de modo semelhante ao que acontece com os flamingos. Os filhotes e jovens têm plumagem parda ou acinzentada, e o vermelho se intensifica com a idade. Ou seja, a plumagem é um indicador direto da qualidade do alimento disponível no ambiente. infoescolainfoescola
Vida em bando
O guará mede entre 56 e 61 cm e usa o bico longo e curvo para procurar alimento na lama. É uma ave gregária, que pesca e descansa em grupos e se desloca conforme a oferta de alimento. Nidifica em colônias, na copa das árvores e na borda dos manguezais, junto com outras aves, como as garças. A fêmea põe de dois a três ovos, e a incubação dura cerca de 23 dias.
Situação de conservação
No Brasil, o ICMBio classifica a espécie como “Menos Preocupante” desde 2020. A espécie ocorre na APA Delta do Parnaíba, e há inclusive sinais de recolonização de áreas do Sudeste do país onde havia desaparecido. Pesquisadores também apontam que a ave, que já esteve ameaçada de extinção, hoje é um atrativo turístico no Delta, no Piauí e no Maranhão.

Por que isso importa para o Piauí
O guará depende diretamente dos manguezais, e proteger esse ecossistema significa proteger também a pesca artesanal, a qualidade da água e o turismo de base comunitária. Observar as aves sem se aproximar demais dos ninhais, não jogar lixo nos estuários e respeitar as regras da APA são atitudes simples que ajudam a manter os bandos vermelhos no horizonte do Delta.






